Alunos de Medicina da Fits criam projeto de extensão para combater a pobreza menstrual

Lutar contra a pobreza menstrual e conscientizar sobre a importância da higiene íntima: esses são os objetivos do projeto de extensão Higiene íntima e Desigualdade, da IFMSA BRAZIL FITS, organização estudantil. Estão participando alunos do 4°, 5°, 6°, 7°, 8° e 9° períodos do curso de medicina da Fits – Giovanna Pereira, Luana Moita, Amanda Arielle, Gabriela Nestório, Sara Gomes, Joana Perez, Julyana Oliveira, Valdemberto Campos e Anna Letícia Siqueira, respectivamente. 

Com atividades iniciadas no primeiro semestre deste ano, os alunos já começaram a agir na sociedade, conscientizando acerca da importância do tema: “Fizemos algumas palestras presenciais na escola pública Natividade Saldanha, nas turmas do 7°, 8° e 9° anos, e vamos dar continuidade agora no segundo semestre”, contou Julyana Oliveira, estudante do 7° período de Medicina e participante do projeto.

O público alvo do projeto são estudantes dos 11 aos 18 anos, e os assuntos abordados com eles são voltados para a orientação da saúde e higiene, com temas que variam desde o ciclo menstrual e seus tabus até os tipos de absorventes e seu descarte adequado. 

“Além das palestras, fazemos publicações sobre os mesmos temas delas no instagram da IFMSA BRAZIL FITS (@ifmsabrazilfits), e também estamos envolvidos na produção e publicação de capítulos de livros e resumos sobre higiene íntima, absorvente e o impacto socioambiental”, explicou Julyana. 

Impactos – Sob orientação dos professores e doutores Hortência Farias e José Mário Bandeira, o projeto Higiene Íntima tem como objetivo promover a reflexão sobre a vulnerabilidade consequente da pobreza menstrual e combatê-la com movimentos sociais atuantes nas redes sociais e escolas públicas municipais no Município de Jaboatão dos Guararapes. 

Além disso, é um tema atual e muito importante, que envolve não só as mulheres, mas a sociedade como um todo. “Tendo em vista que a dignidade menstrual é um direito de todas as pessoas, essa realidade é para além de uma questão de saúde pública, é uma questão social. Os impactos são profundos, pois impedem que as vítimas estudem, trabalhem e vivam de maneira digna. Esses entraves são responsáveis pelo aumento da desigualdade de gênero”, pontuou a estudante. 

Futuro – A pobreza menstrual é um debate que envolve não só absorventes, mas também questões como desigualdade social e de gênero e falta de saneamento básico. “No Brasil, a carência de saneamento básico e produtos de higiene afetam diretamente no desempenho escolar, econômico e social, de forma que contribui para a baixa escolaridade e a evasão, principalmente em torno da temática do período menstrual e contribuindo de forma concisa para o agravamento da desigualdade de gênero”, afirmou Julyana Oliveira. 

FITS - Faculdade Tiradentes de Jaboatão dos Guararapes
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