O curso de Comunicação Social da Faculdade Integrada Tiradentes marcou presença no manifesto em defesa do Diploma de Jornalista promovido na sexta-feira, dia 15 de agosto, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas e por entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil e o Conselho Estadual de Medicina.
O evento reuniu profissionais de vários veículos de comunicação. Estiveram também presentes professores e alunos, todos com o propósito de discutir e contestar a possibilidade de desregulamentação da profissão prevista em um projeto a ser julgado em breve no Supremo Tribunal Federal que, se aprovado, desobriga a exigência do curso superior de Jornalismo.
Os que fazem o curso de Comunicação Social da Fits, professores e alunos, indignados com esta possibilidade de retrocesso, manifestaram seu repúdio de maneira veemente, levando sua mensagem de ordem através de uma panfletagem pacífica e informativa. Todos conscientes da importância de um profissional reflexivo e analítico defenderam a importância da formação acadêmica para o exercício de um jornalismo democratizante e isento de conchavos políticos.
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Alunos da Fits com o presidente da OAB. |
“É inadmissível que no ano em que o jornalismo no Brasil completa 200 anos e 70 anos de regulamentação de profissão, em que se registraram conquistas históricas como a redemocratização do país, a Alta Corte permita um retrocesso como este: o de desregulamentar uma profissão que assume um papel fundamental na luta dos diretos da sociedade”, afirma o coordenador do curso de Comunicação Social da Fits, professor Luzan Beiriz Gonçalves.
Diante deste contexto, a Fits solidariza-se com a luta dos jornalistas em defesa do diploma porque acredita que a sociedade tem o direito de ter acesso a uma informação advinda de processos otimizados exercidos por profissionais qualificados e capacitados.
De acordo com o aluno Etni Pereira, do 3° período de Jornalismo da Fits, a permanência da obrigatoriedade da formação superior para o exercício da profissão representa um avanço na difícil convivência entre os interesses privados e os da sociedade. “O povo brasileiro tem o direito à informação democratizada, livre e plural”, acredita o aluno.